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Museu Interactivo do Megalitismo

Missão: A missão do Museu Interactivo do Megalitismo consiste na valorização e divulgação do património megalítico do Concelho de Mora e na afirmação da memória histórico-cultural do seu povo.

Visão: Através da valorização e divulgação do nosso património megalítico, o Museu Interactivo do Megalitismo pretende contribuir para o enriquecimento social, cultural e económico do Concelho de Mora, e para a sua afirmação como referência nacional e internacional do megalitismo.

Localizado praticamente no centro da vila de Mora, a escassos quilómetros do Fluviário, o Museu do Megalitismo, único a nível nacional, é a concretização de um sonho antigo da autarquia, no sentido da valorização do vasto e riquíssimo património megalítico existente no Concelho.

Inaugurado a 15 de Setembro de 2016, o Museu integra e reabilita a antiga Estação de Mora, e ainda dois novos edifícios destinados ao núcleo museológico e à área de cafetaria.

A estrutura antiga acolhe espaços de lazer para os jovens e crianças, com uma sala de internet e biblioteca, cujo acesso é livre, mais uma sala de actividades com diversos jogos interactivos, que, de forma lúdica, alargam o nosso conhecimento.

Construído de raiz, o espaço museológico de 750 metros quadrados acompanha a modelação do terreno, e integra três espaços representativos do quotidiano das populações: a Vida, a Morte e a Contemplação. Aqui, o visitante é acolhido por um filme em 3D, que retrata a vida num povoado neolítico, e nos faz viajar no tempo. As diferentes mesas interactivas permitem ao visitante aceder à informação sobre as peças expostas, algumas com mais de seis mil anos, descobrir como se fazem as escavações e partir à descoberta do maravilhoso mundo do megalitismo. No percurso, o visitante ter-se-á deixado surpreender pela presença inusitada de um homem em tamanho real a fazer placas de xisto…

As várias centenas de peças expostas, cedidas maioritariamente pelo Museu Nacional de Arqueologia, são provenientes das dezenas de escavações arqueológicas, que, no Concelho de Mora, tiveram início em 1914, com Vergílio Correia, de que resultou a obra El Neolítico de Pavía, editada em 1921.

Os quatro edifícios do Museu estão interligados por um corredor protegido com placas metálicas cujas pequenas aberturas simbolizam o geometrismo das placas de xisto.

Sejam, pois, bem-vindos!

Sala de Exposição
Espaço Museológico
Sala de Actividades
Sala de Actividades
Espaço de Leitura
Centro de Documentação
Espaço Internet
Espaço Internet

Megalitismo

No concelho de Mora, arqueologia é quase sinónimo de megalitismo. Antas, sepulturas protomegalíticas, menires e conjuntos de menires fazem efectivamente parte integrante da identidade paisagística deste concelho. A própria geografia da investigação, em Portugal, colocou precocemente o concelho no topo da lista das grandes regiões megalíticas europeias, graças ao trabalho de Vergílio Correia.

[...] Convém desde já adiantar que, no seu conjunto, o Alentejo Central foi uma região particularmente fértil em monumentos megalíticos, estando contabilizados, actualmente, perto de um milhar de registos, de diferentes tipologias, dimensões e estados de conservação.

Neste âmbito, o concelho de Mora ocupa um lugar muito especial, por razões que [...] se prendem com o caracter único de alguns monumentos e contextos.

[...] Na verdade, a reputação do megalitismo de Mora, nos meios científicos internacionais, tem um curioso contraponto no reconhecimento, por parte das populações locais, da importância destes monumentos: Essa valorização traduz-se no facto da Vila de Pavia ostentar, como distintivo heráldico, o desenho de uma anta e o próprio povoado ter crescido em torno de um dos exemplares mais extraordinários da região, a Anta-Capela de S. Dinis.

[...] A investigação arqueológica no concelho de Mora inicia-se, basicamente, na segunda década do séc. XX, com os trabalhos de Vergílio Correia (Correia, 1921).

Anteriormente, temos alguns trabalhos, avulsos, de inventários de sítios e/ou escavações. [...] As primeiras referências, arqueológicas, conhecidas, remontam ao séc. XVII, altura em que Manuel Severim de Faria alude à Anta-Capela de S. Dinis. Mas é através dos trabalhos de recolha de Leite de Vasconcelos que nos chegam mais referências a este concelho, centrando-se essencialmente nos testemunhos mais perceptíveis na paisagem, os monumentos megalíticos.

Fonte: Tempo das Pedras - Carta Arqueológica de Mora (2012)

"Postais"

  • Cromeleque das Fontainhas

    Classificação: Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990)

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: O monumento está sinalizado na EN251, direcção Mora-Pavia, fica a cerca de 200 metros da estrada nacional (acessível por estrada de terra batida)

    Acessibilidade: Fácil

    Descrição: O recinto das Fontainhas foi identificado pela equipa dos Serviços Geológicos de Portugal. A descoberta foi publicada em 1977, num artigo que mencionava a existência de seis menires, quatro dos quais in situ, um quinto monólito tombado e o sexto, o maior de todos e que se situava ao centro, partido junto à base e igualmente tombado. A campanha de escavações realizada em 2005 por Manuel Calado e Leonor Rocha, teve como objectivo avaliar o seu estado de conservação, recolher informação científica e proceder ao seu restauro. Um ano depois, todos os menires foram recolocados na sua posição original. Este recinto faz parte de um pequeno conjunto de monumentos praticamente exclusivos do Alentejo Central, tanto pela sua raridade como pela sua antiguidade e encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1990.
    Fonte: 'O Tempo das Pedras: Carta Arqueológica de Mora' de Manuel Calado, Leonor Rocha e Pedro Alvim

    Coordenadas: Latitude: 38.931079 | Longitude: -8.121081

  • Lapa do Maltês

    Classificação: Monumento não classificado.

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: O monumento situa-se do lado esquerdo da Estrada Nacional 251, sentido Pavia-Vimieiro, próxima a um charco.

    Acessibilidade: Difícil. Em propriedade privada.

    Descrição: Também conhecida por Pedra da Moura foi escavada por Vergílio Correia em 1914. Nas paredes deste abrigo, principalmente do lado esquerdo, existem covinhas, semelhantes às encontradas em algumas antas e menires. Foram encontrados, próximos, fragmentos de cerâmica manual, percutores e lascas.
    Fonte: Vergílio Correia, (1921). El Neolítico de Pavía (Alentejo-Portugal)
    Museo Nacional de Ciencias Naturales, Madrid
    AAVV, (2012). O Tempo das Pedras. Carta Arqueológica de Mora. Câmara Municipal de Mora
    Património Cultural | www.patrimoniocultural.pt

    Coordenadas: Latitude: 38.894137 | Longitude: -8.004547

  • Anta da Lapeira

    Classificação: Monumento não classificado.

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: Visível do lado esquerdo da estrada nacional Pavia-Vimieiro

    Acessibilidade: Em propriedade privada

    Descrição: Também denominada por Vergílio Correia (1921), pela sua localização, Anta Iª da Tapada. Quase intacta, apresenta uma planta poligonal com 7 esteios na câmara e uma laje de cobertura de forma redonda ainda in situ. Quando Vergílio Correia a registou, era usada como pocilga e reconheceu que alguém a teria escavado há mais de 30 anos. Os materiais, machados e placas em barro, terão sido expostos no então Museu Etnológico.
    Fonte: Vergílio Correia, (1921). El Neolítico de Pavía (Alentejo-Portugal)
    Museo Nacional de Ciencias Naturales, Madrid

    Coordenadas: Latitude: 38.889224 | Longitude: -8.010691

  • Cruciforme Megalítico do Alto da Cruz

    Classificação: Monumento não classificado.

    Freguesia: Brotas

    Itinerário: O monumento fica a aproximadamente 5km de Brotas. A partir de Brotas, siga a direcção do Caminho das Águias. No primeiro cruzamento, siga pelo caminho da direita. 2,5km depois, tome o caminho da esquerda até percorrer 1,40km. Siga pelo caminho da direita por mais 520m. Estacione o veículo nas imediações e caminhe cerca de 300m pelo caminho que se encontra à esquerda.

    Acessibilidade: Difícil. Caminhos privados de terra batida. É necessário e obrigatório abrir e fechar portões.

    Descrição: O cruciforme megalítico do Alto da Cruz, situado junto ao vértice geodésico do Alto da Cruz, na Herdade de Santa Cruz, freguesia de Brotas, foi identificado no verão de 2011 por Leonor Rocha e Pedro Alvim. O conjunto de seis menires encontrados tombados e em forma de cruz apresenta características excepcionais. A sua raridade e especificidade fazem deste cruciforme o único peninsular. Os trabalhos de escavação deste conjunto decorreram no Verão de 2012. Em Outubro do mesmo ano procedeu-se à sua recuperação. Os trabalhos foram acompanhados por uma equipa da National Geographic, que reportou o achado numa edição portuguesa da revista, relevando as características excepcionais do monumento.
    Fonte: 'O Tempo das Pedras: Carta Arqueológica de Mora' de Manuel Calado, Leonor Rocha e Pedro Alvim

    Coordenadas: Latitude: 38.838510 | Longitude: -8.118532

  • Recinto Megalítico de Vale d'El Rei

    Classificação: Monumento não classificado.

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: Na EN 370, sentido Pavia-Avis, aos 2,2km (a contar do centro de Pavia), encontra uma estrada de terra batida à direita. O monumento fica a 1km de distância da EN nesse ponto.

    Acessibilidade: Difícil. O monumento encontra-se numa propriedade privada, cujo acesso é vedado por um portão.

    Descrição: O recinto megalítico de Vale d’El Rei foi dado a conhecer nos anos 50 por Georg e Vera Leisner e redescoberto 20 anos depois pela equipa dos Serviços Geológicos de Portugal, que o rebaptizou de Cromeleque do Monte das Figueiras. O Cromeleque de Vale d’El Rei foi, aparentemente, o primeiro monumento deste género a ser registado em Portugal. Para além do primeiro, era também o menor de todos e o mais bem conservado. No entanto, depois de ter sido vandalizado para uso do terreno agrícola onde se situa, foi necessário restaurá-lo. A intervenção realizada em 2002 teve como objectivo prinicipal tentar recolher informação científica sobre o monumento e, simultaneamente, obter dados para o seu restauro. A planta deste recinto apresenta uma forma de “ferradura” perfeita, aberta a nascente, o que confirma a importância das orientações astronómicas no megalitismo alentejano.
    Fonte: 'O Tempo das Pedras: Carta Arqueológica de Mora' de Manuel Calado, Leonor Rocha e Pedro Alvim

    Coordenadas: Latitude: 38.900978 | Longitude: -7.996058

  • Anta de S. Dinis

    Classificação: Monumento Nacional (Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910)

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: O monumento situa-se na vila de Pavia, no Largo dos Combatentes da Grande Guerra

    Acessibilidade: Fácil

    Descrição: A Anta-Capela de São Dinis é um caso único de um dólmen situado em pleno contexto urbano, foi erguida entre o IV milénio a.C. e o III milénio a.C., precisamente no centro da vila de Pavia. Trata-se de um grande dólmen de corredor, do qual resta apenas a câmara megalítica, adaptada a templo católico durante a Idade Média, dedicada a São Dinis. Foi intervencionada em 1914 por Vergílio Correia e, em 2014 por Leonor Rocha, por sua vez, com o intuito de verificar a existência de restos de corredor, o que se veio a confirmar. O monumento tem aproximadamente quatro metros de diâmetro e três de altura. A sua adaptação ao culto católico inclui um altar de azulejos de estilo setecentista e barroco. É uma das maiores da Península Ibérica, considerada também como a mais significativa Anta-Capela de Portugal.
    Fonte: 'O Tempo das Pedras: Carta Arqueológica de Mora' de Manuel Calado, Leonor Rocha e Pedro Alvim
    Património Cultural | www.patrimoniocultural.pt

    Coordenadas: Latitude: 38.894137 | Longitude: -8.017254

  • Cromeleque das Fontainhas

    Classificação: Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990)

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: O monumento está sinalizado na EN251, direcção Mora-Pavia, fica a cerca de 200 metros da estrada nacional (acessível por estrada de terra batida)

    Acessibilidade: Fácil

    Descrição: O recinto das Fontainhas foi identificado pela equipa dos Serviços Geológicos de Portugal. A descoberta foi publicada em 1977, num artigo que mencionava a existência de seis menires, quatro dos quais in situ, um quinto monólito tombado e o sexto, o maior de todos e que se situava ao centro, partido junto à base e igualmente tombado. A campanha de escavações realizada em 2005 por Manuel Calado e Leonor Rocha, teve como objectivo avaliar o seu estado de conservação, recolher informação científica e proceder ao seu restauro. Um ano depois, todos os menires foram recolocados na sua posição original. Este recinto faz parte de um pequeno conjunto de monumentos praticamente exclusivos do Alentejo Central, tanto pela sua raridade como pela sua antiguidade e encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1990.
    Fonte: 'O Tempo das Pedras: Carta Arqueológica de Mora' de Manuel Calado, Leonor Rocha e Pedro Alvim

    Coordenadas: Latitude: 38.931079 | Longitude: -8.121081

  • Lapa do Maltês

    Classificação: Monumento não classificado.

    Freguesia: Pavia

    Itinerário: O monumento situa-se do lado esquerdo da Estrada Nacional 251, sentido Pavia-Vimieiro, próxima a um charco.

    Acessibilidade: Difícil. Em propriedade privada.

    Descrição: Também conhecida por Pedra da Moura foi escavada por Vergílio Correia em 1914. Nas paredes deste abrigo, principalmente do lado esquerdo, existem covinhas, semelhantes às encontradas em algumas antas e menires. Foram encontrados, próximos, fragmentos de cerâmica manual, percutores e lascas.
    Fonte: Vergílio Correia, (1921). El Neolítico de Pavía (Alentejo-Portugal)
    Museo Nacional de Ciencias Naturales, Madrid
    AAVV, (2012). O Tempo das Pedras. Carta Arqueológica de Mora. Câmara Municipal de Mora
    Património Cultural | www.patrimoniocultural.pt

    Coordenadas: Latitude: 38.894137 | Longitude: -8.004547

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Horário

Verão

Horário de Verão
10h00 às 19h00

Inverno

Horário de Inverno
10h00 às 17h00

Encerra à 2ª Feira (excepto Feriados)

O Museu encontra-se encerrado ao público nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro (parte da manhã).
No dia 1 de Janeiro estamos abertos ao público da parte da tarde das 13h00 às 17h00.

Preçário

Visita ao Museu

Visita Livre
Normal Grupo (mais de 20 pessoas)
Portador de Deficiência -50%
Criança (0-2 anos) Grátis
Criança (3-12 anos) 2,50€ 2,00€
Adulto (13-64 anos) 5,00€ 4,50€
Sénior (65+ anos) 3,50€ 3,00€
Família (Pais e filhos dos 3 aos 12 anos) Menos 0,50€ por cada
Visita Guiada
Grupo (menos de 20 pessoas) Grupo (mais de 20 pessoas)
Bilhete Guia Bilhete Guia
Criança (3-12 anos) 2,50€ +20€ p/Grupo 2,00€ +1€ p/Pessoa
Adulto (13-64 anos) 5,00€ 4,50€
Sénior (65+ anos) 3,50€ 3,00€

Visita ao Museu e ao Fluviário (Bilhete Conjunto)

Visita Livre
Normal Grupo (mais de 20 pessoas)
Portador de Deficiência -50%
Criança (0-2 anos) Grátis
Criança (3-12 anos) 7,00€ 6,00€
Adulto (13-64 anos) 10,00€ 9,50€
Sénior (65+ anos) 8,00€ 7,50€
Família (Pais e filhos dos 3 aos 12 anos) Menos 0,50€ para cada
Visita Guiada
Grupo (menos de 20 pessoas) Grupo (mais de 20 pessoas)
Bilhete Guia Bilhete Guia
Criança (3-12 anos) 7,00€ +50€ p/Grupo 6,00€ +3€ p/Pessoa
Adulto (13-64 anos) 10,00€ 9,50€
Sénior (65+ anos) 8,00€ 7,50€

Galeria

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Onde Estamos

Contacte-nos

Museu Interactivo do Megalitismo

Largo dos Caminhos de Ferro, 1
7490-220 Mora

Tel: 266 439 074
Email: geralmegalitismo@cm-mora.pt

Coordenadas GPS: Lat 38.946870, Long -8.161086

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